quinta-feira, 14 de novembro de 2013
III
O agora confuso mundo
Teima em despertar diariamente
Em luz intensa enebriante
A vida breve urgente
Faz amanhecer cada vão figurante
Rubra alvorada recolhe a colcha
De penumbra se cobria a madrugada
Afugentando sombras frias
Que velavam as pedras nuas
De concreto cinza armado
Sonolentas almas descem às ruas
Em meio a denso nevoado
Carregadas de intensa utopia
De ilusões e desejos ansiados
Arrastam o corpo com a agonia
De pobres homens condenados
À grossos grilhões atados
Vão caminhando a estrada escura
Sem saber do próximo passo
Condenados à sepultura
Descanso do corpo lasso
Pobre figura de barro esculpida
Força gasta na lida
De tão triste aventura
A vida continua bela e dura...
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