As facas que me cortam
Pontas penetram carne
Transcende idéias
No espelho sua imagem
Variáveis várias
Varrem ruas escuras
Labirintos do Eu
Tudo e todos é tudo
Ao sabor do marceneiro
Pontas penetram carne
Transcende idéias
No espelho sua imagem
Variáveis várias
Varrem ruas escuras
Labirintos do Eu
Tudo e todos é tudo
Ao sabor do marceneiro
Que lâminas transcendem
Minha carne sangra
Seu ódio hostil
Aqui fora tudo esperança
Dentro seco eterno frio
Se esconde caverna
Dentro tudo é dor
Fora fria brisa
Tempera de navalha
Amor, poeta e batalha
Minha carne sangra
Seu ódio hostil
Aqui fora tudo esperança
Dentro seco eterno frio
Se esconde caverna
Dentro tudo é dor
Fora fria brisa
Tempera de navalha
Amor, poeta e batalha
Grita homem palavra
Vento mensageiro vai levar
Profunda pedra interior
Sísifo não quer mais carregar
Nem entrega-se ele ao fardo
Nasceu para o bardo
Poesia é sua fala
Morto dentro não está
Grito que rompe cadeias
Rebenta grilhões
Permite voar
Vento mensageiro vai levar
Profunda pedra interior
Sísifo não quer mais carregar
Nem entrega-se ele ao fardo
Nasceu para o bardo
Poesia é sua fala
Morto dentro não está
Grito que rompe cadeias
Rebenta grilhões
Permite voar
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