domingo, 15 de dezembro de 2013

XXVI

Vomitaram minh'alma na rua
Profundo troço torto
De boca aberta ao céu
Esse vômito frequente da náusea
Existe em toda esquina
Como os meninos que a rua
Vomitou em suas calçadas
Como esse cão que me lambe a mão
Eu ele nós golfados no mundo
Ninguém percebe essa doença da vida
Essa dor de estômago constante
De estar sempre continuando
Sem romper com a continuidade
A vida passando
O trem o ônibus o tempo
Dentro deste abandono
Que é o ser humano.

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