Se a navalha não corta a carne
Não há motivo para poesia
Não há motivo para o canto
Nem para um simples verso
A poesia é uma forma de assombro
E o mundo é tão distante
Que poucos sabem alguns versos
Todos querem se esquecer
Em meio aos prédios
Às cidades entre ruas sujas
Bêbados carros e cachorros
Minha matéria é o verso
E versando sobre verso o tempo
Presente passado e distante
Em minha carne arde a navalha do poema
Nenhum comentário:
Postar um comentário