terça-feira, 10 de dezembro de 2013

XXIII

Da nívea elementar
Ninhada humana
Eleva-se teu ser
Dádiva da sede minha
Ninfa de rara beleza
Eleger a boca tua
Fonte inesgotável dos desejos meus
Estreitar-te o corpo num laço
Fazer de minh'alma teu refúgio
E descansar no teu abraço
Tocando-te a pele com beijos
Extrair de ti sussurros ínfimos
Penetrar o segredo de teu castelo
Empunhando a lança rubra
Atravessar-te o corpo úmido
E transportar-te a alma com leveza
Na força de teus gemidos laços
E dançar em pleno espaço
Como dança a terra em volta do astro.




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